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Laudo pericial favorável não garante a absolvição do médico: o que a defesa precisa reforçar

Mesa com estetoscópio e martelo de juiz representando a perícia no processo por erro médico

Em 27 de agosto de 2026, o Consultor Jurídico noticiou uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que manteve uma reparação de R$ 50 mil por suposto erro médico mesmo depois de o laudo pericial ter afastado a culpa do profissional. É o tipo de caso que vemos chegar no escritório e que assusta quem confiava apenas na perícia.

O caso

Na origem, a perícia técnica concluiu pela ausência de falha do médico. Ainda assim, o tribunal entendeu que o laudo não era o único elemento dos autos e manteve a reparação, por leitura própria de todo o conjunto de provas. Em bom português: o laudo pesou, mas não decidiu sozinho.

Para o médico, a lição é dura e útil ao mesmo tempo. Um parecer pericial favorável é uma vitória importante, mas não é a sentença. O julgador continua livre para formar convicção com base em prontuário, testemunhas, documentos e na coerência de toda a conduta. Quando a defesa se apoia só no laudo e deixa o resto solto, abre espaço para uma reviravolta como essa.

O que isso significa para você

Quem chega até nós com um laudo favorável e uma defesa bem costurada tem, sim, ampla vantagem. Na prática, o profissional que preparou o processo desde o início é o que sai inteiro. O que separa o médico tranquilo do médico surpreendido é o que existe ao redor do laudo.

O que vale conferir desde já

  • Se o prontuário está completo, legível e coerente com o que a perícia afirmou.
  • Se o termo de consentimento informado registra os riscos que foram explicados ao paciente.
  • Se há assistente técnico acompanhando e criticando os pontos frágeis do laudo oficial.
  • Se a defesa trabalha o nexo causal e não apenas repete a conclusão do perito.

Fica uma dúvida que só se resolve caso a caso: um laudo favorável resiste a um recurso quando o restante da prova é fraco? Depende de como cada peça foi construída, e é exatamente aí que a defesa se ganha ou se perde.

O que a lei diz

O Código de Processo Civil, no artigo 479, é claro: o juiz aprecia a prova pericial segundo o livre convencimento motivado do artigo 371 e deve indicar, na sentença, os motivos que o levaram a considerar ou a deixar de considerar as conclusões do laudo. Ou seja, a lei nunca prometeu que o laudo vincula o julgador. Ele orienta, mas não amarra, e por isso a defesa precisa dar ao juiz razões concretas para seguir a perícia.

Próximos passos práticos

  1. Reúna e organize o prontuário completo antes de qualquer audiência ou perícia.
  2. Indique um assistente técnico de confiança para dialogar com o perito do juízo.
  3. Peça à sua defesa que ataque também o nexo causal, não só a existência de culpa.
  4. Guarde consentimentos, evoluções e registros que mostrem a conduta diligente.

Como o escritório vê

A nossa leitura é simples: laudo bom se defende com estratégia boa. O médico que trata o parecer favorável como ponto de partida, e não como linha de chegada, costuma atravessar o processo sem sustos. Se você está nessa situação e quer entender o que a sua defesa ainda precisa reforçar, é por aqui, sem compromisso.

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Cada situação tem particularidades que só uma análise individual revela. Fale com o escritório e receba uma avaliação inicial gratuita e sigilosa.

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