A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, em 25 de junho de 2026, o Projeto de Lei 2689/24, que prevê um bônus de 10% na nota de candidatos à residência médica para médicos que atuaram no Programa Mais Médicos por pelo menos um ano. A medida visa estimular a permanência de profissionais em regiões com maior carência de médicos e fortalecer a atenção básica à população.
Objetivo da proposta
O projeto tem como finalidade:
- Valorizar médicos que atuaram em regiões remotas ou vulneráveis
- Restabelecer a pontuação adicional nas seleções públicas de residência médica
- Aumentar a capacidade de resposta da atenção básica em locais com escassez de profissionais
Atualmente, o bônus de 10% era restrito apenas a médicos que concluíam residência em Medicina de Família e Comunidade.
Detalhes da aprovação
- Relator: deputado Ismael (PL-SC)
- Autor do projeto: deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO)
- O relator optou por priorizar o restabelecimento do bônus para participantes do Mais Médicos, em vez de exigir comprovação de título de especialista em Medicina de Família e Comunidade
Caso o projeto seja sancionado:
- Médicos que tiverem participado integralmente das ações do Mais Médicos por no mínimo um ano receberão pontuação adicional de 10% na nota de todas as fases ou na fase única do processo seletivo para residência médica.
Impacto para regiões prioritária
O relator ressaltou que o bônus funciona como mecanismo de incentivo para atrair médicos para regiões com maior carência profissional. O Programa Mais Médicos é considerado fundamental para garantir ampliação do atendimento médico-sanitário em todo o país, especialmente em áreas remotas.
O restabelecimento da pontuação adicional é visto como forma de estimular adesão e permanência dos profissionais no programa, contribuindo para melhorar a cobertura da atenção primária.
Próximas etapas do projeto
O PL 2689/24 seguirá, em caráter conclusivo, para análise pelas seguintes comissões:
- Comissão de Saúde
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
Após aprovação nas comissões, o projeto precisará ser votado pela Câmara e pelo Senado para seguir à sanção presidencial e se tornar lei.
Conclusão
A aprovação do PL representa um passo importante para incentivar médicos a atuarem em regiões carentes do país e reforça a estratégia do Mais Médicos de ampliar a atenção básica. Caso sancionada, a medida beneficiará diretamente profissionais que já atuaram no programa e servirá como estímulo para novas adesões, promovendo a equidade no acesso à saúde e fortalecendo a formação prática de médicos em áreas prioritárias.